Sobrevivente depõe sobre mortes de PMs e relata que tenente fez uso de drogas

AMAZONAS | Na  (DEHS) Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, no sábado (05),  Robson Almeida Rodrigues, 26, um dos sobreviventes dos disparos efetuados pelo tenente Joselito Pessoa Anselmo, disse que o policial teria usado drogas no dia do crime. “Pessoa ia ao banheiro frequentemente e demorava bastante”, disse Robson em depoimento. O tenente J.Pessoa é […]

07/01/2019 18:15

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AMAZONAS | Na  (DEHS) Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, no sábado (05),  Robson Almeida Rodrigues, 26, um dos sobreviventes dos disparos efetuados pelo tenente Joselito Pessoa Anselmo, disse que o policial teria usado drogas no dia do crime. “Pessoa ia ao banheiro frequentemente e demorava bastante”, disse Robson em depoimento.

O tenente J.Pessoa é o principal acusado de matar dois militares, o sargento Edizandro Santos Louzada, 40, e o cabo Graziano Monteiro Negreiros, 36, e ferir mais duas pessoas, o major Ludernilson Lima de Paula, 40, e Robson. O crime ocorreu na madrugada do sábado (05), dentro de um veículo descaracterizado da corporação.

Robson contou em seu depoimento que foi a um mercadinho de propriedade do Cabo Graziano pagar uma dívida e que o policial o convidou para beber cerveja. Ele disse que nesse momento chegou ao local o sargento Edizandro e o major Ludernilson, acompanhados do tenente.

Durante o depoimento Robson revelou que o grupo bebeu cerca de dez caixas de cerveja e que depois Ludernilson os convidou para ir ao Alambique. O veículo Voyage foi conduzido por Edizandro, com Ludernilson ao lado. O borracheiro seguia no banco que fica trás do motorista, Pessoa ia no centro e Graziano na direita. Segundo a vítima, eles ficaram apenas 10 minutos no local porque foram interpelados pelos seguranças da casa de shows, já que os quatro policiais estavam armados. Ele disse que Pessoa estava ‘alterado’, empurrando outros frequentadores e os próprios amigos que o acompanhavam. Ludernilson chegou a pedir a arma de Pessoa, que se recusou a entregá-la ao major.

Todos saíram do Alambique levando uma caixa de cerveja e decidiram ir para o Bar do Chapolin, no Manôa. No meio do percurso, por volta de 2h da madrugada, sem nenhuma discussão ou desentendimento, Pessoa sacou sua arma de fogo, olhou para o borracheiro e efetuou um disparo que atingiu o ombro esquerdo da vítima. Pessoa começou a gritar e disse: “Eu vou matar vocês todos” e continuo a atirar contra os ocupantes do veículo. O segundo disparo atingiu o motorista Edizandro na cabeça, outro tiro atingiu Ludernilson nas costas e o tenente efetuou mais um disparo contra Graziano. Pessoa ainda disparou outro tiro contra o borracheiro, atingindo-o no maxilar.

Ainda ferido, o borracheiro disse que interviu contra o tenente, segurando a sua arma  e impedindo um novo disparo. Os dois entraram em luta corporal, até que o borracheiro conseguiu jogar o tenente para fora do carro e montou em cima dele, dizendo: ‘você matou os caras meu, você matou os cara (sic)” e Pessoa respondeu: P….. (Sic), me desculpe”. O borracheiro pegou a arma e saiu em direção ao Bar do Chapolin. Depois ele foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Robson disse que Pessoa foi o único a efetuar disparos dentro do veículo e afirmou que não tinha nenhuma rixa com o acusado.

Imagem: Divulgação