‘Revogaço’ do armamento por Lula pode acabar com esporte que foi Ouro olímpico no Brasil

Cadu Pessoa

PAÍS |

As medidas de restrições ao acesso à armas e munições por meio de decreto assinado pelo presidente da República Luís Inácio Lula da Silva (PT) acabaram atingindo também o esporte olímpico brasileiro.

É o caso dos atletas do Tiro Prático, modalidade que trouxe ao país a primeira medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos. Em 1920, na Olimpíada da Antuérpia a delegação faturou 3 medalhas no tiro esportivo e de lá pra cá mostrou o talento e potencial que atletas brasileiros possuem.

“O governo Lula está acabando com o esporte que deu a primeira medalha de ouro olímpica para o Brasil”, disse em suas redes sociais, Guilherme Paraense, atleta negro que conquistou o primeiro ouro ao Brasil.

Como mote de campanha de Lula, dar um livro e uma flor aos brasileiros, no de uma arma, o governo vem esvaziando os centros de treinamento de alto rendimento no Tiro Prático e as confederações brasileiras da tiro prático e de tiro esportivo (CBTP e CBTE) pedem socorro, pois temem a dificuldade de participação dos atletas nos treinos e nas competições, ocasionando queda de rendimento e nível para disputas.

A partir do governo Lula, a suspensão da emissão de novos Certificados de Registro (CR) passou a prejudicar o início de atletas no esporte. Os profissionais também foram prejudicados, pois a nova regra reduziu de 5 mil para 600 munições a aquisição por ano. Além da dificuldade na compra de insumos como munição, a manutenção dos calibres mais utilizados no esporte, como é o caso da 40S&W, 45ACP e 9mm Luger (9×19) tambem afeta o esporte.

“Desde a edição do Decreto por Lula, a CBTP participou de diversas reuniões com entidades, políticos de todos os partidos, líderes da Segurança Pública Nacional; Grupo de Trabalho do Governo Federal; Ministério do Esporte, sempre enfatizando que sem insumos e a manutenção dos calibres que utilizamos, os Campeonatos Brasileiros serão extintos e perderemos a competitividade e o respeito internacional duramente conquistados pelos atletas brasileiros”, divulgou em uma rede social a CBTP.

“A CBTP confiou no processo de diálogo disponibilizado pelo Governo, inclusive tendo concordado com a reimplantação dos níveis de participação como medida de distinção baseada no envolvimento do atleta com as atividades esportivas. Sem insumos o esporte não sobrevive! Sem a manutenção dos calibres o esporte acaba!”, conclui o texto.

Foto: Divulgação CBTP

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