MST afirma retomada de ocupações, greves e invasões de terra se Lula ganhar eleição

"Acho que a vitória do Lula, como se avizinha, vai ter como uma consequência natural, psicossocial, nas massas, um reânimo para retomarmos as grandes mobilizações de massas", destaca João Pedro Stedile

PAÍS|

Um podcast divulgado na última sexta-feira (02/09), traz falas do  líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, onde ele afirmou que as “mobilizações de massa” vão voltar se caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganhar as eleições.

De acordo com  Stedile, uma possível vitória do petista deve retomar a luta de classes com greves, ocupações de terra e outras mobilizações. Para ele, houve um arrefecimento das mobilizações populares por causa, da crise econômica e desemprego. “O desemprego jogando 70 milhões de brasileiros na calçada causa uma situação psicossocial de desânimo,” disse.

“Acho que a vitória do Lula, como se avizinha, vai ter como uma consequência natural, psicossocial, nas massas, um reânimo para retomarmos as grandes mobilizações de massas. Porque movimento de massa não é só fazer passeata. É quando a classe trabalhadora recupera a iniciativa na luta de classes. Então ela passa a atuar na defesa dos seus direitos de mil e uma formas: fazendo greves, fazendo ocupações de terras, ocupações de terrenos, mobilizações, como foi naquele grande período de 1978 a 1989,” afirmou o líder do MST.

Vale destacar que os acampamentos do MST são montados em propriedades de terra em situação irregular. Nesse sentido, as famílias do movimento se instalam como forma pressionar o governo a desapropriar áreas que não cumprem a função social prevista na Constituição de 1988. Essas famílias passam então a desenvolver na área a agricultura familiar em cooperativas, até que a terra seja desapropriada pelo governo e concedida às pessoas que estão produzindo.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em fevereiro deste ano, durante cerimônia para a entrega de 125 títulos de propriedade a quilombolas e famílias que moram em agrovilas na cidade de Alcântara (MA), que, desde que assumiu a presidência, as notícias sobre ocupações de terra no Brasil se reduziram significativamente.

Foto: Reprodução

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