Ditador de Cuba vai à Rússia e China pedir ajuda para crise energética

Segundo o ditador, durante os 10 dias de viagem ele vai tentar firmar vínculos econômicos para o desenvolvimento de Cuba

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e mais seis ministros do governo começaram na quarta-feira 16 uma viagem para Argélia, Turquia, Rússia e China, para buscar ajuda para enfrentar a crise energética pela qual a ilha passa. A comitiva começou a viagem pela Argélia.

Em uma postagem no Twitter, ele afirmou que a comitiva terá reuniões com lideranças dos quatro países para tratar de “temas essenciais” para Cuba, “ligados fundamentalmente ao setor de energia elétrica”.

“O programa desenhado responde às prioridades políticas e econômicas de Cuba, bem como aos esforços para aliviar os efeitos de uma crise pós-pandêmica que assola o mundo inteiro e, em nosso caso, é agravada pelos efeitos do bloqueio dos Estados Unidos”, escreveu Díaz-Canel.

Segundo o ditador, durante os 10 dias de viagem, a intenção é “firmar vínculos econômicos e políticos que nos permitam seguir promovendo o desenvolvimento de Cuba e continuar construindo o horizonte de bem-estar que merecemos”.

Em razão da pandemia, as viagens oficiais do governo cubano ficaram suspensas. Essa viagem será realizada em um momento delicado para Cuba, em razão da crise que se ampliou nos últimos dois anos, com escassez de produtos básicos, como alimentos, medicamentos e combustíveis, uma forte inflação e frequentes apagões.

Nesta quarta-feira 16, por exemplo, no horário de maior demanda, um terço da ilha ficou sem energia elétrica, devido aos problemas de geração energética, que se agravaram no fim de setembro, com a passagem do furacão Ian.

*Com informações da Revista Oeste

Foto: Divulgação

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