BR Distribuidora quer abrir lojas próprias da BR Mania e ampliar lucro no setor

NEGÖCIOS | Nos resultados para o segundo trimestre deste ano, a empresa chegou a divulgar que está em fase final de contratação de um assessor financeiro para formatar a operação de conveniências, com um novo modelo de negócios que deve ser apresentado ainda em 2018.

15/12/2018 01:09

Comunicar Erro

ISTOÉ | De olho no potencial de crescimento das lojas de conveniência nos postos de gasolina, a BR Distribuidora estuda abrir lojas próprias da BR Mania, afirmou o diretor da Rede de Postos e Varejo da empresa, Marcelo Bragança, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Atualmente, a marca tem 8 mil postos e 1,3 mil lojas franqueadas, o que representa uma penetração de 16%. O projeto é uma das soluções encontradas pelo grupo para ampliar este porcentual para algo próximo de 35% nos próximos cinco anos. O tema ainda está em discussão e deve ser levado ao Conselho no primeiro semestre de 2019.

Hoje, 100% das lojas da BR Mania são no modelo de franquias. Neste formato, Bragança explicou que o franqueado consegue uma margem Ebitda com o negócio entre 12% e 15%, enquanto repassa como royalties à BR de 4% a 5% desta margem.

O avanço da empresa nesta área se aproveita de uma janela de oportunidade na legislação do setor, que impede distribuidoras de operarem postos. “Essa é a regulação e a gente entende que ela é adequada. Mas na conveniência não tem esse tipo de vedação. Hoje, a gente também não opera conveniência. Mas identificamos que, sobretudo nessa análise que a gente está fazendo, poderíamos ter um modelo híbrido.”

Nos resultados para o segundo trimestre deste ano, a empresa chegou a divulgar que está em fase final de contratação de um assessor financeiro para formatar a operação de conveniências, com um novo modelo de negócios que deve ser apresentado ainda em 2018.

Bragança explicou que parte da formatação que vem sendo estudada é este modelo híbrido. “Seja o atual de franquia, seja como operação direta e própria da BR isoladamente, ou com algum parceiro. A gente entende que podemos acelerar essa expansão e até aumentar a geração de valor para a BR nesse negócio”, explicou.

A BR também estuda um modelo Click and Collect, em que o consumidor compra um produto com um varejista e recolhe em algum posto da rede.

Bragança disse que ainda não pode dar muitos detalhes, mas adiantou que o formato já está em teste em postos no Rio de Janeiro. “Temos um piloto em quatro postos em que o consumidor faz coleta. Além de retirar na loja do varejista, ele pode retirar nos postos. Ao mesmo tempo, eu atraio um consumidor, eu aumento a receita, além de capturar valor com a parceria com o varejista”, comentou.