Polícia Federal faz busca e apreensão na casa do ex-senador Romero Jucá

Além de Romero Jucá, polícia tem mais 21 alvos de investigação envolvidos no suposto esquema. Contratos investigados somam R$ 500 milhões

O ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) é um dos 22 alvos de nova investigação anunciada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23). A Operação Imhotep cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Roraima por um suposto esquema de corrupção e fraudes.

Os crimes ocorreram entre 2012 e 2017, por meio de convênios de prefeituras de diversos municípios de Roraima, incluindo a capital Boa Vista.

Segundo o Relatório de Produção de Conhecimento do Tribunal de Contas da União (TCU), os envolvidos na fraude executaram mais de R$ 500 milhões em contratos com empresas do Programa Calha Norte.

Além desse valor, cerca de R$ 15 milhões foram transferidos apenas para pagamento de propina, conforme a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) apuraram.

A investigação aponta que três empresas de engenharia participavam do programa e distribuíam ativamente o valor da propina entre servidores públicos cientes do esquema, incluindo o ex-senador.

De acordo com a PF, Jucá recebia sua parte por meio da conta de empresas em que familiares são sócios, além das próprias contas pessoais dos parentes.

Além de senador, Romero Jucá foi Ministro da Previdência Social em 2005 e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão do Brasil em 2016, durante os governos Lula e Dilma, respectivamente.

Os investigados podem responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena pode chegar a 35 anos de prisão.

*Com informações  do Metrópoles

Foto: Divulgação

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