Deputados voltam a pressionar por sessões híbridas na Aleam

Manaus-AM | A sessão virtual desta terça-feira (16) da Assembleia Legislativa do Amazonas será agitada por novas manifestações de apelos à Mesa Diretora por um grupo de parlamentares que insiste na realização de sessões plenárias híbridas, seguindo o modelo do Congresso Nacional e de outras casas legislativas estaduais.

Primeira vice-presidente da Aleam, a deputada Alessandra Campêlo (MDB), diz que a Casa possui todas as condições necessárias para promover as reuniões híbridas cumprindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), como faz o Congresso.

“Acredito que temos condições técnicas de voltarmos de forma híbrida, como muitas assembleias estão procedendo, com parte dos deputados em plenário e número reduzido de servidores”, diz a deputada. “Eu mesma tenho ido à Assembleia com no máximo quatro servidores no gabinete por horário. Creio que, quando temos os gabinetes funcionando, o trabalho rende mais porque se tem acesso à tecnologia e ao sistema”, destaca.

Grupo de risco

Para Alessandra, deputados e servidores do grupo de risco, a partir dos 60 anos de idade, poderão permanecer em casa trabalhando no sistema home office.

“Pessoas do grupo de risco devem continuar em casa, bem como aqueles que ainda não se sentem seguros. Acredito que o número de servidores deve ser reduzido para que o trabalho ocorra de forma segura”, sustenta ela.

Recesso suspenso

A Câmara Municipal de Manaus promulgou ontem projeto de resolução legislativa que suspendeu o recesso parlamentar previsto para ocorrer entre 26 de junho e 9 de julho.

O vereador-presidente Joelson Silva (Patriota) informa que o retorno das sessões presenciais ainda será deliberado. Enquanto isso, as sessões virtuais prosseguirão por toda esta semana.

Posse de Chalub

Acontecerá por videoconferência a posse do desembargador Domingos Jorge Chalub na presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas no próximo dia 3 de julho.

O canal oficial do TJAM transmitirá a solenidade ao vivo pelo Youtube.

Juntamente com Chalub, tomarão posse as desembargadoras Carla Reis, vice-presidente, e Nélia Caminha, corregedora.

Desmatamento criminoso

Em live realizada ontem, com a presença de Dom José, que participou do Sínodo da Amazônia promovido pelo Vaticano, o deputado federal José Ricardo (PT) criticou duramente a “agenda da morte” do governo Jair Bolsonaro e disse que os números do desmatamento na Amazônia este ano poderão ser piores do que os registrados em 2019.

A “agenda da morte”, conforme o petista, provoca a devastação que ameaça os povos tradicionais e o clima global, “enfraqueceu o licenciamento ambiental”, flexibilizou o Código Florestal e escancara a exploração de minérios em terras indígenas e nas unidades de conservação.

Redobrar cuidados

Em vídeo, o vereador Marcelo Serafim (PSB) mostrou ontem que a pandemia da Covid-19 aos poucos vai arrefecendo no Amazonas.

Farmacêutico de formação, ele assegura que a redução do número de sepultamentos e de pacientes internados aponta para o retorno da normalidade sanitária em Manaus. “Em 1º de junho, havia 925 internados nos hospitais da capital e, agora, o número baixou para 616, o que dá segurança”, argumenta.

Para ele, tudo indica que a próxima semana não registrará mais óbitos na capital, consolidando o quadro de normalidade da situação.

O vereador também enfatiza a considerável redução de internações no interior do Estado, mas alerta que os números positivos não devem levar ao relaxamento por parte da população. “Mais do que nunca temos que cumprir as medidas de prevenção”, ressalta

Juiz bom de briga

Conhecido como bom de briga entre colegas de toga e amigos de tatame, o juiz Luis Carlos Valois causou frisson no Twitter ao postar desafio a aloprados “bolsominions” que ousarem invadir hospitais para constatar se eles, de fato, não possuem mais pacientes de Covid-19.

O ex-subsecretário de Segurança do Rio, Maurício Spinelli, topou o desafio, mas logo a seguir Valois retwittou, exaltando comentário do ministro Gilmar Menes: “Invadir hospitais é crime, estimular também…É vergonhoso – pra não dizer ridículo – que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”.

Aulas presenciais

Desde domingo (14) a Seduc consulta pais e profissionais de educação tentando captar o máximo de informações para organizar o retorno das aulas presenciais nas unidades escolares da rede estadual de ensino.

As informações deverão orientar as medidas pedagógicas de retorno às aulas respeitando os protocolos de saúde. Os questionários estão disponíveis no site www.educacao.am.gov.br. Quatro questionários foram elaborados na plataforma Google Forms direcionados a diferentes públicos: pais e responsáveis, servidores administrativos, professores e pedagogos, e gestores.

Rádio Câmara Manaus

A Rádio Câmara Manaus, que está no ar na frequência 105,5 FM, completou um ano de funcionamento no sábado (13). A emissora, cujo slogan é a Rádio Cidadã de Manaus, possui uma programação diária, que inclui desde a transmissão ao vivo das sessões plenárias a programas sobre cultura, empreendedorismo, cidadania e informação em geral.

O prefeito Arthur Neto (PSDB) e o presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Joelson Silva (Patriota), destacaram o importante papel desempenhado pela Rádio enquanto instrumento de divulgação das atividades da CMM e a serviço da população manauara.

Redução salarial

Dos onze membros da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, apenas os deputados José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PL) e Silas Câmara (Republicanos) e o senador Plínio Valério (PSDB) concordaram, até agora, em reduzir seus salários de R$ 33.763,00 mensais para gerar mais recursos às políticas de combate à Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro fatura R$ 30.934,70 e propôs que os parlamentares abrissem mão de parte de seus ganhos para ajudar na luta contra o coronavírus.

Pobre Amazônia

Em declarações à Folha de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente (2010-2016), Izabella Teixeira, teceu duras críticas à atual política do governo Jair Bolsonaro em relação à Amazônia, onde “somente o crime ganha com o desmatamento”.

Segundo ela, “o ganho econômico de desproteger a floresta é zero. Se é predominantemente ilegal, significa trabalho escravo, exclusão social, sonegação fiscal. O Estado perde dinheiro, empobrece o serviço público”.

Para Izabella, o governo erra ao permitir forte oposição dos países europeus contra o Mercosul: “O Brasil era um país que entrava criando convergência, mas hoje entra feito porco-espinho. Quando a gente entra, todo mundo sai da sala”, diz a ex-ministra, que é consultora e co-presidente do International Resource Panel, ligado à ONU.

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