Comissão do Senado enfrenta dificuldades em visita técnica a terras Yanomami de Roraima

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PB) o Governo Federal e o próprio presidente do Senado não deu suporte para realização dos trabalhos

Boa Vista | RR

O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Humberto Costa (PT-PB), reclamou, nesta quinta-feira (12), da falta de suporte do Governo Federal e da própria Casa para a visita que senadores e deputados federais pretendiam fazer em terras indígenas Yanomami em Roraima. Os parlamentares chegaram à Boa Vista na quarta-feira (11), para avaliar a situação da comunidade indígena. As recentes denúncias de garimpo ilegal na reserva e de violência contra os povos originários motivaram a diligência.

“A Força Aérea Brasileira não disponibilizou nenhum tipo de suporte para visitarmos as terras indígenas. Solicitamos também do presidente do Senado que poderia ter viabilizado, mas depois de uma semana a resposta foi apenas que seria impossível”, reclamou o petista.

Além de Humberto Costa, os senadores Chico Rodrigues (União Brasil-RR), Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Leila Barros (PDT-DF) além dos deputados federais José Ricardo (PT-AM), Orlando Silva (PC do B-SP) e Joênia Wapichana (Rede-RR), participaram de reuniões com autoridades da Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Governo do Estado.

A comissão, segundo o presidente, também se aprofundar na investigação preliminar feita pela Polícia Federal sobre a denúncia de estupro e assassinato de uma menina yanomâmi de 12 anos, supostamente violentada na comunidade Aracaçá.

Crítica

O senador Telmário Mota (Pros-RR) criticou a pouca participação indígena nas reuniões realizadas pela Comissão de Direitos Humanos do Senado em Roraima. Segundo ele, das mais de 33 associações e entidades existentes no Estado representando as mais diversas categorias indígenas, apenas uma teria participado a reunião ocorrida na sede MPF.

“Me causou estranheza pois eu estou nessa Comissão do Senado que veio apurar as agressões aos povos indígenas, especialmente aos yanomanis e na audiência no MPF, uma coisa me chamou atenção pois eu pensei que ia encontrar diversas correntes dos povos indígenas, mas só tinha uma corrente lá, que era o CIR, o ISA e o CIMI que são três em um e todos da igreja católica”, observou.

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