Arthur Lira diz que não há justificativa para abrir processo de impeachment contra Bolsonaro

O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse nesta terça-feira (6) que não se pode "institucionalizar o impeachment no Brasil"

Manaus | AM | Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que não vê razões para abrir um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro neste momento. Segundo ele, é preciso aguardar novos acontecimentos, e não há até então nenhum fato novo que justifique a abertura do processo.

Lira participou de entrevista na Rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (6). Ele foi questionado se as denúncias envolvendo suposta prevaricação de Bolsonaro em compras superfaturadas de vacinas pelo Ministério da Saúde e denúncias envolvendo o presidente quando foi deputado, no chamado esquema de ‘rachadinhas’, seriam motivos para se abrir um processo.

Lira destacou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, em funcionamento no Senado, está investigando algumas dessas denúncias e lembrou que há também um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente da Câmara, um impeachment nesse momento traria instabilidade ao País.

“Não podemos institucionalizar o impeachment no Brasil. Não podemos instabilizar o Brasil a cada presidente eleito. As eleições são feitas de quatro em quatro anos para escolher o presidente”, disse. “Nessa situação, o que a CPI está trazendo são depoimentos, que trouxeram uma realidade que está sendo investigada. O inquérito no STF está tendo andamento normal, sem açodamento. Neste momento, a presidência da Câmara tem o papel de atuar com imparcialidade e neutralidade”, acrescentou Lira.

Voto impresso

Em relação à polêmica proposta que autoriza o voto impresso nas urnas eletrônicas, Lira afirmou que não tem compromisso com a aprovação ou a rejeição do texto, mas, sim, com o debate. Segundo ele, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) está seguindo sua tramitação normal e não haverá, por parte dele, interferência nas avaliações partidárias sobre o tema.

“O debate é esclarecedor, vamos buscar um consenso e, se o Congresso votar, é claro que a Justiça Eleitoral teria de implementar. Eu não tenho queixas da urna eletrônica, mas se não tem problema no sistema, não vejo problemas em ter uma auditagem. É melhor do que ter uma eleição questionada”, ponderou Lira.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lira espera votar Reforma Administrativa até o final de agosto

Citado em depoimentos sobre propina, coronel Blanco depõe à CPI da Pandemia, nesta quarta

Marcelo Ramos e Serafim Côrrea saem em defesa de Bruno Covas após ataque de Bolsonaro