Sem fatos novos, PF apresenta resultado da quarta fase da operação ‘Sangria’

Durante coletiva de imprensa, realizada nesta quarta-feira (2), a Polícia Federal (PF) se limitou a dizer que o fato de provas "não terem sido tornadas públicas, não quer dizer que elas não existam"

Manaus | AM

A quarta fase da operação ‘Sangria’, deflagrada nesta quarta-feira (2), deixou a desejar no que diz respeito a apresentação de fatos novos. A operação foi conduzida pela Polícia Federal (PF) com suporte da Controladoria-Geral da União (CGU).

Mais uma vez a operação mirou no governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), mas os delegados da PF não conseguiram esclarecer, durante coletiva de imprensa realizada no final da manhã desta quarta-feira, na sede da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital, sobre a existência de elementos que indiquem que o chefe do Executivo Estadual recebeu algum tipo de vantagem indevida.

PF e CGU organizam operação para o dia em que o STJ analisa se recebe ou não denúncia contra Wilson Lima

Até agora, não foi formulado nenhum pedido de prisão em nome do governador ou feitos pedidos pelo seu afastamento. Os agentes estiveram pela terceira vez na casa de Wilson Lima, em menos de 1 ano, em busca de provas que possam comprovar um possível envolvimento em algum ato ilícito.

“Em relação a coletas de provas, o fato delas não terem sido tornadas públicas, não quer dizer que elas não existam. Mas, obviamente, que a gente não trata publicamente o que foi obtido como matéria de provas nessas apreensões”, se limitou a dizer o novo superintendente da PF no Amazonas, Leandro Almada.

A PF e CGU apresentaram como ‘novidade’, a apuração de supostas fraudes e superfaturamento em contrato para instalação de hospital de campanha durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), envolvendo empresários e servidores da cúpula da Saúde do Amazonas.

Entre os alvos desta quarta fase e que tiveram mandados de prisão preventiva emitidos estão o empresário Nilton Costa Lins Júnior e o secretário de Saúde, Marcellus Câmpelo. O chefe da pasta da Saúde não foi encontrado, até o momento, pelos agentes federais e seu status é de foragido.

Wilson Lima afirma que tem interesse que fatos ‘relacionados às investigações’ sejam esclarecidos

A quarta fase da operação ‘Sangria’ foi deflagrada no mesmo dia em que estava pautada a análise de denúncia criminal contra o governador Wilson Lima, e outros investigados, em ação que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Porém, nesta quarta, os ministros João Otávio Noronha e Luis Felipe Salomão, ambos do STJ, estranharam a rapidez e a precipitação com que o relator do processo, ministro Francisco Falcão, conduziu as denúncias da operação ‘Sangria’, para julgamento antes mesmo dos acusados apresentarem suas defesas.

Diante dos fatos, o ministro Noronha sugeriu que nesse processo ninguém pode ser intimado ou marcar a data para julgamento, pois existem prazos em andamento e que precisam ser respeitados.

Ministros do STJ estranham rapidez e precipitação de relator em julgar denúncias da operação ‘Sangria’

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