Com problemas na infraestrutura e na saúde, Manaus tem dinheiro em caixa, mas prefeito não sabe como investir

Com uma cobertura de saúde básica que deixa de fora 813.863 habitantes (segundo o e-Gestor - Sistema de Informação e Gestão da Atenção Básica), e uma infraestrutura precária em todos os sentidos, Manaus tem muito dinheiro em caixa, mas a Prefeitura Municipal não sabe como investir.

Manaus | AM

Com uma cobertura de saúde básica que deixa de fora 813.863 habitantes (segundo o e-Gestor – Sistema de Informação e Gestão da Atenção Básica), e uma infraestrutura precária em todos os sentidos, Manaus tem muito dinheiro em caixa, mas a prefeitura não sabe como investir.

A afirmação foi feita, na manhã desta quinta-feira (17), pelo prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), durante uma live transmitida por vários portais de notícias locais. “O nosso problema é saber como que a gente investe, até o final do ano, o dinheiro que nós temos armazenado e que não é pouco, não é pouco mesmo. Nós temos algumas vezes o orçamento que tinha sido planejado para antes da pandemia”.

A afirmação do prefeito, que encerra seu mandato de oito anos em dezembro, foi feita em um período em que o Brasil e o mundo enfrentam os impactos financeiros provocados pela pandemia do novo coronavírus, que afetou diretamente a arrecadação de municípios, estados e da União, como é de conhecimento público.

Na falta de sugestões, outra área que carece de investimentos por parte do poder público, mas não tem a devida atenção é a de saneamento básico. Um estudo divulgado em abril deste ano, pelo instituto Terra Brasil, aponta que a capital amazonense é a 5ª entre as cidades com o pior indicador e que apenas 10% do esgoto gerado pela na cidade, é devidamente coletado. Além disso, apenas 23,8% é tratado.

De acordo com o instituto, Manaus tem um dos dez piores indicadores de saneamento básico, que englobam fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

Outra dica para investir a montanha de dinheiro que a Prefeitura de Manaus tem, e que ainda está sem destinação, é com a ampliação das medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, problema que tem caído nas costas do Governo do Estado, deixando o executivo municipal em uma posição bastante confortável, mas também vergonhosa.

A publicidade institucional da Prefeitura de Manaus, exibida em TV aberta, nos últimos dias, mostra que Arthur Virgílio Neto tem ofertado atendimento para casos suspeitos da Covid-19 em apenas 12 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade, que foram referenciadas, número que representa menos de 5% das pelo menos 223 unidades de saúde municipais – número que consta no site Ubs.org.

Enquanto isso, a saga histórica se repete: a população busca ajuda nas redes de média e alta complexidade para atendimentos iniciais, que poderiam ser feitos na rede básica, desafogando o sistema e abrindo vagas para pacientes com maior gravidade.

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