Após dez meses, Daniela Assayag rompe o silêncio ao ser inocentada

A ex-secretária de Comunicação, Daniela Assayag, se manifestou nesta segunda-feira (3), após ser inocentada das acusações investigadas na deflagração da operação 'Sangria'

Manaus | AM

Após dez meses desde sua última manifestação nas redes sociais, a jornalista e ex-secretária de Comunicação do Estado, Daniela Assayag, retornou, nesta segunda-feira (3), ao que ela chamou de “convivência virtual”. Ela foi inocentada das acusações envolvendo a compra de respiradores pelo governo, alvo de investigação da Polícia Federal (PF), por meio da operação ‘Sangria’.

Em sua manifestação, Daniela disse que o silêncio, a paciência e o tempo que lhe sustentaram “diante das ilações e do escárnio”. “As vezes a vontade era gritar, mas ao contrário, preferi o silêncio. Queria sair correndo, desaparecer, mas tive paciência. E o tempo? Esse que sempre passou tão rápido, dessa vez se arrastava”, escreveu ela.

A jornalista disse, ainda, que “a indignação da inocente diante da calúnia proferida, deu lugar a calmaria de quem enfrenta os maiores desafios com a arma da verdade”. “O relatório da Polícia Federal foi divulgado na semana passada: não há referência a mim”.

Ela lembrou que saiu das “manchetes dos noticiários” e foi “resumida a uma nota de rodapé dizendo que ‘não há elementos suficientes para que se impute a participação efetiva no delito ora descrito'”. “Não fui indiciada ou denunciada porque nada fiz. Este é o fato. E sigo convicta que as verdades que ainda não foram totalmente esclarecidas serão no momento certo porque eu acredito na justiça”.

Antes de finalizar, ela mandou um recado: “Para quem mentiu ou mandou mensagens de ódio, quero dizer que está tudo bem. Nas minhas inúmeras leituras sobre comportamento humano entendi que esse tipo de atitude tem razões ancestrais (desde quando vivíamos em bandos, nas árvores), ou seja, está em nós, seres humanos, desde que o mundo existe”.

“Hoje, com as redes digitais a exposição é mais cruel. Esse é o mundo que temos para viver, não há como fugir dele. Fui julgada, condenada e executada em praça pública. Depois inocentada, mas agora reservadamente, em um documento oficial, sem alardes e nem manchetes”, finalizou.

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