Ministério da Saúde terá metade das doses que Pazuello prometeu para fevereiro

Manaus-AM|

No momento em que cidades estão parando de vacinar contra a covid-19 por falta de doses, o Ministério da Saúde deverá ter 5,6 milhões das 11,3 milhões de doses de imunizantes esperadas para o mês de fevereiro.

O número equivale a 49,5% da previsão feita pelo ministro Eduardo Pazuello em reunião com governadores na quarta-feira (17). A quantidade de doses pode ser ainda menor porque as que virão da Índia não têm data de chegada prevista.

A quantidade menor do que a prometida é reflexo do fato de a pasta ter contado com doses de imunizantes que não estarão prontas. Quando o ministério apresentou os números aos governadores, já se sabia que as quantidades indicadas não seriam atingidas.

Crise com o Butantan

A principal falha do cronograma apresentado por Pazuello aos governadores está na CoronaVac. A pasta do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) diz que terá 9,3 milhões de doses do imunizante, distribuído no Brasil pelo Instituto Butantan. Porém, ao final de fevereiro, o Butantan estima que terá entregue 3,6 milhões ao ministério para distribuir aos estados.

O cálculo do instituto, ligado ao governo de São Paulo, leva em conta que já foram entregues 1,1 milhão de doses em 5 de fevereiro. A partir de 23 de fevereiro, serão mais 426 mil por dia. O instituto já havia sinalizado esse cálculo antes do cronograma apresentado esta semana.

As previsões do ministério e do Butantan geraram uma troca de ataques entre ambos nos últimos dias. Em nota, a pasta da gestão Bolsonaro disse que “contava com a chegada de 9,3 milhões de doses da vacina contratada” junto ao Butantan. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, disse que “fica muito difícil planejar sem termos a confirmação do que vamos receber”.

O Butantan reagiu dizendo que o ministério “omite e ignora fatos”. O instituto disse em nota que desgastes diplomáticos do governo federal com a China “provocaram atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina”. Os problemas fizeram com que insumos previstos para janeiro chegassem.

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