PIM deve fechar o ano com faturamento de R$ 115,2 bi, avalia Antonio Silva

Para Antonio Silva, ao superar as projeções negativas, o Polo Industrial de Manaus (PIM), “termômetro da economia do Estado”, deve fechar o ano com um faturamento de R$ 115,27 bilhões

Manaus | AM | Com informações da assessoria de imprensa

Apesar da escassez de insumos, do aumento da cotação do dólar e do encarecimento vertiginoso dos custos de produção, apontados como fatores que mais impactaram o desempenho da economia brasileira e amazonense em 2020, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, tem motivos para ver com otimismo a chegada de 2021.

Para ele, ao superar as projeções negativas, o Polo Industrial de Manaus (PIM), “termômetro da economia do Estado”, deve fechar o ano com um faturamento de R$ 115,27 bilhões, o que vai representar um crescimento em moeda nacional de aproximadamente 10,06% em relação a 2019.

Antonio Silva que, junto com o balanço econômico anual, apresentou, nesta quinta-feira (17), os principais resultados obtidos em 2020 pela Fieam, Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), entidades que integram o Sistema Fieam, disse que os acontecimentos neste ano foram muito importantes pela experiência adquirida com as dificuldades e os êxitos alcançados.

“O aprendizado que o setor industrial obteve, provocado pelas numerosas perdas, pelas novas dificuldades surgidas e pelos ganhos conseguidos, nos leva a findar o ano e iniciar 2021 com a esperança renovada de dias melhores. Ser positivista não é pecado, é fé em Deus, fé no trabalho e na crença de que quando queremos algo com empenho podemos conseguir”, disse.

Quanto às projeções para 2021, ele diz que, além de acreditar na capacidade do povo brasileiro para vencer as barreiras que bloqueiam o desenvolvimento e o crescimento econômico, acredita na recuperação econômica do Brasil e num mercado interno vigoroso a exigir mais investimentos públicos e privados, e mais vagas de trabalho. Agora, tudo isso vai depender, ressalva, do controle da pandemia e da forma como serão aprovadas as reformas tributária e administrativa.

Em 2020, a Fieam e seus parceiros institucionais tiveram dificuldades para reverter uma ameaça, justamente na área tributária, que ainda paira sobre o polo de concentrados para refrigerantes do PIM. Logo no início do ano, a alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), desse segmento, foi reduzida para 4%, o que, segundo Antonio Silva, diminuía o crédito para quem adquiria o produto e inviabilizava os empreendimentos implantados na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Depois de conseguir que o governo restabelecesse a alíquota de 8%, mas com validade até 30 de novembro de 2020, o grupo representado por empresários, entidades sindicais, governo e parlamentares do Estado garantiu a promulgação do Decreto n. 10.523, de 19 de outubro de 2020, mantendo a alíquota de 8% por tempo indeterminado. O decreto entra em vigor em fevereiro de 2021.

A reforma tributária vai continuar no centro das preocupações do presidente do Sistema Fieam até que, segundo ele, seja aprovado um projeto que tenha uma referência clara à Zona Franca de Manaus e uma garantia da manutenção de seus benefícios fiscais, que são essenciais para o desenvolvimento e crescimento socioeconômico da região. “Diante dessa insegurança jurídica, precisamos estar atentos aos frequentes ataques ao Projeto ZFM, bem como às medidas que possam nos afetar negativamente e tirar as vantagens fiscais a que temos direito”, disse Silva.

Surto epidêmico

Com base nos resultados do PIM, no 1º trimestre de 2020, que apontavam para um crescimento de 25,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, o presidente da Fieam diz que tudo indicava um desempenho extraordinário da indústria e da economia como um todo neste ano. E veio a pandemia.

“A partir de abril, o surto epidêmico tornou mais difícil a vida de todos, com consequências muito fortes para as atividades econômicas. Sofremos muito com a escassez de insumos, o aumento da cotação do dólar e o encarecimento vertiginoso dos custos de produção, que impactaram com reflexos em todos os segmentos da sociedade, provocando queda de arrecadação de impostos, falta de produtos, redução de faturamento das empresas, desemprego etc”, lembrou ele.

Pelas estimativas do presidente da Fieam, o PIM deve fechar o ano com um faturamento aproximado de R$ 115,27 bilhões, o que representará um crescimento de 10,06%, em moeda nacional, em relação a 2019. Esse resultado fica negativo quando convertido para o dólar: a estimativa de faturamento, de US$ 21,87 bilhões, significa uma queda de 17,31% em relação ao ano anterior.

Em relação ao nível de emprego no PIM, Silva estimou que haverá uma queda de 1,7% em relação ao ano passado. O ano deve fechar com o total de 89.962 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados, levando-se em consideração as vagas preenchidas com a recuperação vivenciada a partir do terceiro trimestre.

“Felizmente, a adoção de medidas sensatas, conseguiu fazer com que a queda da nossa economia fosse amenizada, diminuindo as perdas nacionais e no Amazonas causadas pela pandemia do Coronavírus, como se depreende dos dados coletados e das projeções formuladas”, ressaltou Antonio Silva.

Defesa da indústria

Após destacar como “inestimável” o apoio à indústria amazonense prestado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Fieam ressaltou o relacionamento com as forças atuantes na defesa dos interesses do Estado do Amazonas, como Suframa, Governo do Estado, Prefeitura de Manaus e as bancadas federal, estadual e municipal, bem como o apoio das coirmãs do setor produtivo empresarial e dos trabalhadores. “Sem a participação efetiva e coesa dessas forças, não lograríamos êxito em várias questões de suma importância para a economia do Amazonas e para melhoria de vida de toda a população”, finalizou Antonio Silva.

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