STJ impede operações para apurar supostos desvios envolvendo família de Arthur Neto

Arthur Neto alega que a investigação tem cunho político e por isso não deve 'alcançar' nem ele e nem a ex-primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko

Manaus | AM

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) concedeu, nesta segunda-feira (4), habeas corpus que impede operações que possam vir a ter como alvos o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, e a ex-primeira-dama Elisabeth Valeiko. No documento, assinado pelo presidente do STJ, ministro Henrique Martins, ficam suspensas buscas e apreensões, por exemplo, na casa do casal e que tenham sido deferidas por juízes de primeiro grau.

Elisabeth, a filha dela Paola e seu genro Igor Gomes, são investigados por um processo que apura suposto enriquecimento ilícito. Conforme matéria do jornal ‘A Crítica’, no habeas corpus, a defesa do casal alega que “a investigação liderada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), tem motivação política”.

Em setembro de 2020, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), pediu a quebra do sigilo bancário de Elisabeth Valeiko, que na ocasião foi negado, mas concedeu a quebra do sigilo das contas de Paola, de Igor, do pai dele e do filho de Igor, além de pessoas próximas a família.

Filha de Elisabeth Valeiko é alvo de operação do Ministério Público

No dia 18 de dezembro, Paola e Igor foram alvos da operação ‘Boca Raton’, deflagrada pelo Gaeco com apoio da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Foram realizadas 20 buscas e apreensões domiciliares e 11 buscas pessoais.

A operação foi coordenada pelos promotores Ednaldo Aquino Medeiros, Cláudio Sérgio Tanajura Sampaio e Luiz Alberto Dantas de Vasconcelos e as medidas foram deferidas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para serem cumpridas em segredo de Justiça.

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