Senador Telmário Mota expõe estratégia de Braga, que usa CPI de palanque político

"Hoje, o MDB tem um candidato ao governo que é o Eduardo Braga", disparou o senador de Roraima, Telmário Mota

Manaus | AM

O senador Telmário Mota (Pros-RR) expôs, nesta terça-feira (29), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, em Brasília, que viu uma verdadeira disputa política, principalmente, a estratégia do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para as Eleições 2022. Ainda na oportunidade, o parlamentar relembrou das trapalhadas do ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), na primeira onda da Covid-19, em Manaus.

“Hoje, o MDB tem um candidato ao governo que é o Eduardo Braga. Ele fez um palanque. Ninguém aqui é bobo, criança. Hoje, vi uma disputa política no Estado do Amazonas a toda prova, à flor da pele. O deputado Fausto Jr. tem sido manobra, (servido) de um instrumento político nacional e estadual. Olhe só, a CPI que vossa senhoria foi relator, ela abrangeu o período de 2011 a 2020. Portanto, ela iria pegar o governo do senador Omar, José Melo, David Almeida, Amazonino e Wilson Lima, ou seja, nesse período pegava esses governos todos, mas ela só teve como centro o serviço de Wilson e David”, afirmou o senador de Roraima.

Segundo Telmário Mota, ‘de cara’ a CPI da Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) perdeu a função de comissão. “Ela foi uma CPI seletiva, não pegou todo mundo e fez uma seleção. Quando você faz uma auditoria, ela perde sua principal objetividade”, frisou o parlamentar.

O senador destacou, ainda, os avanços na saúde no governo de Wilson Lima. “O Wilson Lima entrou no governo com 12% de abastecimento da rede central de saúde e hoje tem 74%, gera insumo em 97,6% de abastecimento dos componentes da rede farmacéutica. Também ampliou leitos. No início do mandato, o Estado contava com 746 leitos e hoje tem 1.500 leitos nos municípios”, explicou.

Hospital público

Mota disse, também, que Manaus não tem um hospital público municipal. Ele relembrou do hospital de campanha montado na gestão do ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, que foi desmontado durante a primeira onda da pandemia do Covid-19.

“O ex-prefeito Arthur Neto, em 2020, quando ainda era titular do cargo, disse que não sabia o que fazer com o dinheiro que possuía em caixa, porém, o auge do primeiro pico da pandemia em 2020 a Prefeitura de Manaus suspendeu os atendimentos nas Unidades Básicas de Sáude (UBSs)”, explicou o senador de Roraima.

Conforme Telmário Mota, Arthur deixou apenas 18 UBSs funcionando para pessoas com sintomas leves de novo coronavírus. “Com isso, a população só teve alternativa de atendimento nos SPAs (Serviço de Pronto Atendimento) e pronto-socorro do Estado, o que sobrecarregou ainda mais a rede estadual”, comentou o parlamentar.

Vídeo com fala do senador Telmário

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