Sem data para escolha de novo dirigente, Associação Amazonense dos Municípios segue sem prefeito no comando

A entidade foi questionada, ainda, sobre valores pagos e recebidos, além do quantitativo de servidores e balanço 2019, mas não quis prestar esclarecimentos

Manaus | AM

Criada para promover a articulação e mobilização em defesa dos interesses dos municípios do Estado, a Associação Amazonense dos Municípios (AAM) segue sem data para a escolha de sua nova direção. As eleições para a nova diretoria da entidade devem ocorrer, conforme artigo 32 do Estatuto Social, até setembro, tendo em vista que o prefeito de Maués, Júnior Leite, deixou o comando da entidade para concorrer à reeleição naquela cidade, no início de junho.

Atualmente, a AAM está sendo conduzida por Luiz Cruz, que nunca exerceu o cargo de prefeito em nenhum município do Amazonas, mas ocupa o posto de diretor-executivo da entidade. De acordo informações recebidas pelo site O PODER, o salário de Cruz é de R$ 10 mil mensal, dado que não foi confirmado pela assessoria de imprensa da associação.

Sobre a delonga para a escolha da nova diretoria, a entidade justifica que, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), “os municípios do interior do Estado são os mais afetados, sendo a prioridade da entidade e, principalmente, dos prefeitos do Amazonas que a integram, o combate à doença neste momento”.

Ainda de acordo com a associação, existe a possibilidade de uma Assembleia Geral, de forma presencial ou on-line, em setembro, para a escolha das datas, prazos e normas do pleito interno que irá eleger a nova direção para o biênio 2021/2022. Vale ressaltar que no dia 15 de novembro ocorrerá as eleições municipais de 2020 e que, por conta disso, uma série de possíveis presidentes da entidade que concorrem à reeleição não poderão participar da escolha interna.

Escolha

De acordo com o ex-presidente da AAM, João Campelo, o atual problema “não é sobre o cargo estar sendo ocupado por uma pessoa que nunca foi prefeito, mas sim por alguém que não foi escolhido”. “Não foi escolhido por nós, que somos municipalistas e que conhecemos bem a necessidade de uma associação ativa e com um representante de peso para articular o que for necessário”, declarou ele.

Ainda conforme Campelo, desde a saída de Júnior Leite, “não há gestão atual” e a associação está “sob os cuidados do corpo técnico, o que nem de longe é o ideal”. “A falta de um presidente prejudica demais as ações da AAM pela falta de uma liderança política que realize as articulações pelos municípios”, comentou ele.

A associação, que é mantida por meio de contribuições realizadas pelos municípios e aprovadas pelos respectivos poderes legislativos municipais, não disponibiliza em seu site o quantitativo de servidores e nem os valores arrecadados nos seis primeiros meses deste ano. Quando questionada sobre o quantitativo e valor recebido, não houve resposta.

“A AAM deveria funcionar como articuladora e trabalhar em busca de parcerias e investimentos para os municípios, além de auxiliar as prefeituras com suporte técnico, jurídico, entre outros, mas há algum tempo esse papel protagonista foi abandonado e sinto que a associação não vive seus melhores dias”, finalizou Campelo.

Ainda em rápida pesquisa efetuada no portal da transparência da associação, é possível observar a falta de atualização dos gastos dos municípios. A entidade informou que “disponibilizou às cidades ferramentas importantes como o Diário Oficial dos Municípios e os portais da transparência”, além de “promover regularmente treinamentos de capacitação de servidores públicos em parceria com o Tribunal de Contas do Amazonas”.

A respeito dos pleitos municipais deste ano, a AAM ressaltou que “não se envolve em questões e disputas eleitorais” e que permanecerá “atuando, prezando e orientando os gestores municipais”.

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