Presidente da CNC debate medidas para a Amazônia em evento com Hamilton Mourão

José Roberto Tadros, presidente do CNC, lembrou que investidores se sentem ameaçados com possibilidades de mudanças em programas do governo

Manaus | AM | Com informações da assessoria de imprensa

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, participou, nesta quinta-feira (27), com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, de um debate que teve a Amazônia como um dos temas principais. O encontro, em que Tadros destacou a importância da região para o desenvolvimento do País, foi no Webinar ‘Brasil: Futuro Econômico’, promovido pela Federação das Câmaras do Comércio Exterior (FCCE), em parceria com a CNC e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Antonio Florencio de Queiroz Junior, e o presidente da FCCE, Paulo Fernando Marcondes Ferraz, também participaram do debate. Tadros manifestou confiança na condução de ações que beneficiem a região por parte de Hamilton Mourão, presidente do Conselho Nacional da Amazônia, mas observou que, apesar da criação do conselho, ainda é preciso avançar.

Pelo formato do webinar, os convidados puderam fazer perguntas ao vice-presidente da República. O presidente da CNC perguntou a Mourão quais medidas estão sendo tomadas para manter e ampliar a tranquilidade dos que investem na Amazônia, “que, hoje, se  sentem ameaçados com eventuais mudanças previstas em programas do governo, que podem afetar uma iniciativa bem-sucedida, como é a Zona Franca de Manaus (ZFM)”.

Em resposta, o vice-presidente Mourão afirmou que o desenvolvimento a Amazônia é o grande desafio que o Brasil tem. E reforçou os dados informados por Tadros – ocupa cerca de 60% do território nacional, mas responde por apenas 10% do Produto Interno Bruto (PIB). “A Zona Franca de Manaus teve, nas últimas cinco décadas, papel geopolítico fundamental de desconcentração de investimentos e geração de renda, pública e privada, com a melhoria da qualidade de vida e, adicionalmente, trabalhou pela preservação da floresta”, observou o vice-presidente. Ele enfatizou que a Amazônia só tem 5% da sua cobertura florestal desmatada, ou seja, 95% estão intactas. “Além disso, manter a Zona Franca é essencial para proteger a região e mantê-la de forma sustentável”.

Para Mourão, dois movimentos atuais precisam de uma reflexão no Brasil: a reforma tributária e o papel das florestas para o equilíbrio ambiental. “A Zona Franca já atravessou uma fase eminentemente comercial, aproveitando a isenção de impostos, mas evoluiu para o distrito industrial, que hoje é pujante. Não se conseguiu levar em frente o projeto do distrito agropecuário, que estava previsto no modelo inicial”, comentou.

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