MP-AM deflagra a operação ‘Cachoeira Limpa’ envolvendo ex-administradores de Presidente Figueiredo

O MP-AM está cumprindo 13 mandados de busca e apreensão e 12 de buscas pessoais, nas cidades de Presidente Figueiredo, Parintins e Manaus

Manaus | AM

O  Ministério Público do Amazonas (MPA-M) por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), deflagrou, nesta segunda-feira (15), a operação ‘Cachoeira Limap’, com o objetivo de levantar provas que comprovem os crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no municíío de Presidente Figueiredo, na gestão do ex-prefeito Romero Mendonça (2017-2020), que causou um prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 23 milhões.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 12 de buscas pessoais, nas cidades de Presidente Figueiredo, Parintins e Manaus, contando com um contingente de, aproximadamente, 80 policiais.

Figuram entre os alvos da operação o deputado Saullo Vianna, o ex-prefeito Romero Mendonça; o ex-vice-prefeito Mário Jorge Bulbol Abrahão; o então secretário Municipal de Finança, Jander de Melo Lobato; o ex-presidente da Comissão Permanente de Licitação, Jender de Melo Lobato, entre outros servidores públicos, bem como vários empresários que, mediante ajuste prévio, combinaram frustrar ou fraudar, o caráter competitivo de vários procedimentos licitatório, com o intuito de enriquecer ilicitamente.

Para dissimular o desvio do dinheiro público, os integrantes da organização criminosa instituíram ou adquiriram em Manaus, diversas pessoas jurídicas as quais são faticamente controladas pelo deputado estadual, na época cunhado de Mário Abrhaão, quem se valeu de ‘laranjas’ para a constituição do quadro societário.

O Ministério Público requereu ainda a prisão do deputado, do ex-prefeito, do ex-vice-prefeito, do ex-secretário Municipal de Finanças e do ex-residente da CPLs, além dos empresários Rosedilse de Souza Dantas, sócia da empresa RAV Construções e Transporte, atual INCAS Construções; Márcio Frota Barroso, sócio da empresa Engefort Construções, atual Diretriz Engenharia e de Paulo Sampaio da Silva, sócio da empresa Amsterdam/SVX Serviços, atual Porto Serviços Profissionais, da qual Saullo Vianna atuava procurador, em substituição a sua mãe, Célia Vianna, entre outros.

A organização criminosa teve início na cidade de Parintins no ano de 2010 e já foi capaz de eleger um deputado estadual e um vereador na cidade de Manaus. As investigações do Gaeco estão na fase final e logo serão remetidas ao Poder Judiciário.

Nota

Em nota, o deputado Saullo Vinna disse que esta à disposição para colaborar, “pois sou o maior interessado em que tudo seja esclarecido, mas até agora nada foi comprovado”.

“Já acionei minha equipe jurídica para que tome conhecimento sobre o que está sendo investigado e possamos dar nossa total colaboração para que tudo seja esclarecido. Não abro mão de trabalhar com transparência de todos os meus atos como parlamentar”, finalizou.

*Matéria atualizada às 10h15 para acréscimo de informação

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