Marcellus Campêlo nega que rede de saúde do Amazonas faça uso do tratamento precoce

A resposta de Marcellus Campêlo veio após questionamento da senadora Eliziane Gama (Cidadania), sobre o envio de 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Amazonas, em janeiro deste ano, período em que o Estado amargou a segunda onda da pandemia

Manaus | AM

O ex-secretário da Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado Federal, que o Governo do Estado  “não faz tratamento precoce”. A resposta veio após questionamento da senadora Eliziane Gama (Cidadania), sobre o envio de 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Amazonas, em janeiro deste ano, período em que o Estado amargou a segunda onda da pandemia.

Marcellus explicou que o envio se deu em momento em que o Amazonas estava com estoque baixo do medicamento utilizado para o tratamento de doenças autoimunes, como o lúpus, além de alterações reumáticas.

Segundo o ex-secretário, o Governo do Estado recebe a medicação e é responsável por enviá-la às prefeituras municipais, para a dispensação. A hidroxicloroquina é um medicamento padronizado há anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de várias outras patologias.

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O envio se deu após visita da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde, a Manaus, nos dias 3 e 4 de janeiro, com o propósito de lançar o aplicativo TratCov e de reforçar a aplicação do tratamento precoce para a Covid-19, com medicamentos sem eficácia, tese nunca apoiada publicamente pelo Governo do Amazonas. A visita foi direcionada, segundo Campelo, à atenção primária, e não à alta complexidade.

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