Lissandro Breval afirma que empresas agiram de ‘má fé’ em obra do viaduto do Manoa

Além disso, Lissandro Breval ressaltou que o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, cometeu "irresponsabilidades" ao inaugurar a obra

Manaus | AM

Na manhã desta quarta-feira (10), o vereador Lissandro Breval (Avante) que é presidente da Comissão de Finanças, Economia e Orçamento (CFEO) da Câmara Municipal de Manaus (CMM), disse durante entrevista ao JORNAL DA CIDADE, na Rádio Cidade, que os gastos e erros cometidos na construção do viaduto do Manoa, entregue pelo ex-prefeito Arthur Neto (PSDB), foram uma “irresponsabilidade”.

Para o parlamentar, a obra, que foi interditada pelo atual prefeito David Almeida (Avante) no dia 1º de janeiro deste ano, apresenta erros grotescos e as empresas que atuaram na construção agiram de “má fé” com a população manauara. “Essa é apenas uma das inúmeras irresponsabilidades cometidas por parte da antiga gestão, pois existem centenas de obras inacabadas por Manaus”, disparou Lissandro.

Segundo ele, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) será solicitado para se pronunciar sobre o caso. Além disso, foi enviado ao órgão ministerial o laudo técnico emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) e entregue à Prefeitura de Manaus, nesta terça-feira (9).

Crea-AM aponta ‘falhas nos preceitos básicos das boas práticas de Engenharia’ na obra do viaduto do Manoa

Breval já fez o pedido da suspensão dos contratos, junto a prefeitura, com as empresas que realizaram os trabalhos no viaduto, J. Nasser Engenharia e a Construtora Soma –  que formam o Consórcio Manauara – até a resolução do problema. “Essa obra foi aberta. Então, tem que ser apurada essa irresponsabilidade, vidas correram riscos. A ondulação (da pista) pode virar um ônibus, uma carreta carregada. Volto a dizer, essa obra foi inaugurada e apta, então a gente tem que responsabilizar quem lesou a cidade, pois foi enganação e já sabiam que o viaduto não estava apto para circulação”, afirmou o parlamentar.

Segundo o vereador, a entrega do viaduto com todas as irregularidades é um ato criminoso por parte das duas empresas contratadas por Arthur Neto. O pagamento foi realizado até mesmo antes da entrega da obra, sendo o último no dia 15 de dezembro, totalizando R$ 47 milhões. “Vamos dizer assim, que do dia 15 (último pagamento) ao dia 28, quando foi entregue esse absurdo, eles poderiam verificar as falhas. Então, eles sabiam dos erros, sabiam dos riscos e mesmo assim liberaram”, comentou Breval.

O vereador enfatizou, ainda, que está com sua comissão junto ao vice-prefeito e secretário de Obras, Marcos Rotta, para solucionar o problema em parceria com o Crea-AM e apontar aqueles que aprovaram a liberação do viaduto mesmo com todas as falhas técnicas apresentadas, nesta terça. “Nós estamos todos emanados para sanar esse problema, mas principalmente, saber quem liberou, como liberou e porque liberou. Nós não podemos passar por isso em Manaus, devemos virar a página e deixar os erros no passado”, finalizou ele.

 

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