Indígenas foram esquecidos em todos os governos

Os dados foram tirados do relatório Conselho Indigenista Missionário (Cimi) de 2003 até 2021 (data do último relatório)

PAÍS |

Levantamento do Site O Poder aponta que em menos de 20 anos quase sete mil crianças indígenas de 0 a 5 anos morreram no país com quadros de desnutrição, anemia e pneumonia. Os dados foram retirados do relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) de 2003 até 2021 (data do último relatório). 

De acordo com os números, 799 indígenas morreram em todo território nacional pela desassistência à saúde em menos de 20 anos. O maior número está no governo do atual presidente Lula, no período de 2003 à 2010. Os dados mostram que 598 indígenas morreram no mesmo governo sem assistência médica.

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Com dados da Lei de Acesso à Informação (LAI), o Cimi apresenta anualmente o relatório com os números que recebe da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), com informações parciais sobre as mortes de crianças indígenas. 

“A partir de fontes públicas e informações dos regionais do Cimi, de comunidades indígenas e de veículos de imprensa, o levantamento sistematiza dados relacionados a violações contra os direitos territoriais indígenas, como invasões e danos aos seus territórios; violências contra a pessoa, como assassinatos e ameaças; e violações por omissão do poder público, como desassistência nas áreas da saúde e da educação, mortalidade na infância e suicídios”, informa o documento divulgado no site oficial da associação. 

Ainda de acordo com o levantamento de O Poder, 6.814 crianças indígenas morreram em todo o território nacional de 2004 até 2021. Segundo os relatórios de 2009, houve uma dificuldade do conselho conseguir números oficiais de todos os Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do país, entre os anos de 2005 a 2009. Por conta disso, os números dos relatórios foram baseados apenas com informações de alguns estados. 

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Texto: Redação/O Poder
Foto: Divulgação

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