DataSenado: 73% dos brasileiros conhecem a CPI da Pandemia

Encomendada pela própria CPI da Pandemia, a pesquisa ouviu 1.471 brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 14 de julho

Manaus | AM | Agência Senado

Instalada oficialmente em 27 de abril, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia tem despertado cada vez maior interesse da população. De acordo com pesquisa do Instituto DataSenado, 73% dos brasileiros sabem da existência da comissão — número maior do que o registrado em maio​, 65%.

Dentro desse percentual, 67% afirma estar acompanhando os trabalhos da comissão e, desse grupo, dois em cada três (66%) consideram que a criação da CPI foi “muito importante para o País”. Encomendada pela própria comissão, a pesquisa ouviu 1.471 brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 14 de julho. Segundo o Instituto, as amostras “são totalmente probabilísticas” e têm nível de confiança de 95%.

Vacinação

No que diz respeito à imunização, 73% da população acredita que o Brasil começou a comprar vacinas mais tarde do que deveria. Desse total, 74% julgam o presidente da República, Jair Bolsonaro, como o maior responsável pela demora. Em seguida, estão a Anvisa (8%), o Congresso Nacional (6%) e os governadores (4%). Para a grande maioria (97%), o número de mortes seria menor caso as vacinas tivessem sido compradas mais cedo.

Em contrapartida, 22% dos brasileiros consideram que a compra foi feita no momento certo e 3% dizem que os imunizantes foram adquiridos até mais cedo do que deveriam. Pelo Twitter, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), comentou os resultados da pesquisa e reforçou a importância do trabalho do colegiado.

“A CPI investiga sim as razões desta demora e vamos apurar as responsabilidades. Não teremos sessões, mas a CPI não vai parar durante o recesso. Hoje (16/07) mesmo teremos reuniões e traçaremos o planejamento para o reinício em agosto”, escreveu.

Perspectiva

De acordo com a pesquisa, 40% dos brasileiros acreditam que o ano de 2021 está pior que o ano anterior. Em seguida, 24% avaliam que ambos os anos estão iguais e outros 34% afirmam que este ano está melhor. Apesar disso, os resultados mostram uma percepção mais positiva do com relação aos dados observados em março, quando 71% afirmavam que 2021 estava pior.

Em 1 ano, nota-se uma redução do percentual de pessoas que afirmam ter medo da doença e aumento dos que dizem não ter medo nenhum. Em julho de 2020​, eram 49% os diziam ter muito medo — número que caiu para 43% em dezembro do mesmo ano e para 42% em julho de 2021. Entre os que afirmam não sentir nenhum medo, nos mesmos meses, o número subiu de 16%, para 17% e por fim 25%.

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