Chico Preto diz que sua proibição em debate foi feita ‘sob encomenda’

De acordo com Chico Preto, o ato seria uma manobra do "sistema' para impedi-lo de apresentar os problemas e caminhos para Manaus

Manaus | AM

O candidato à Prefeitura de Manaus, Chico Preto, disse que sua proibição no debate da Band Amazonas, que ocorrerá nesta quinta-feira (1), às 21h30, foi feita “sob encomenda” e que tal atitude por parte da emissora, é uma manobra do “sistema  que está se mexendo”.

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“É sob encomenda essa posição da Band, eu não tenho dúvidas. É o sistema se mexendo para que eu não estivesse lá, debatendo, apresentando os caminhos que defendo para Manaus e chegando até o coração do eleitor”, disse ele.

Chico ressaltou, ainda, que conforme ata de reunião, realizada pela emissora no dia 28 de agosto, ficou acertado com, na época, os pré-candidatos à Prefeitura de Manaus, que todos participariam do debate.

Leia, na íntegra, ata de reunião da Band Amazonas

“Em nenhum momento a Band faz menção a cláusula de barreira ou qualquer coisa do tipo. E isso foi perguntado várias vezes e eles disseram: ‘Todos vão participar. A Band é diferente, a Band é isso, a Band é aquilo’. Faltando 48 horas para o debate, eles mudaram a conversa, colocando a culpa no novo coronavírus”, revelou.

O candidato destacou, ainda, que a “desculpa” foi, também, a questão do estúdio. “Ora se fossem 20 candidatos e tirassem nove, tudo bem. Mas são 11 e permanecem nove. Cabe nove, mas não cabe mais dois. Não é estranho?”, questiona.

Em nota, a Band Amazonas disse que “lamenta ausência de Chico Preto e de Gilberto Vasconcelos no debate”. “Sabemos da importância da participação de todos. Porém, estamos cumprindo a legislação eleitoral, para ser mais claro, o critério para a participação de debates é que o partido ou coligação tenha mais de cinco representantes no congresso nacional. O que não é o caso do candidato Chico Preto do DC e do candidato Gilberto Vasconcelos do PSTU”.

Impugnação

Ainda nesta quarta, o promotor Francisco Campos, do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) entrou com pedido de impugnação da candidatura de Chico Preto, usando como argumento a morte, em 2017, do sargento José Cláudio da Silva, o ‘Caju’, amigo de longa data do candidato.

Em nota, Chico disse que “fica evidente o viés persecutório por parte de setores que se sentem ameaçados em virtude de uma candidatura totalmente desvinculada das práticas corruptas de troca de apoios e de favores com o dinheiro dos cidadãos, principalmente por meio da propina e superfaturamento de obras na prefeitura de Manaus”.

Ele lembrou, que ‘Caju’ “foi assassinado por dois criminosos, enquanto acompanhava sua esposa na condição de amigo próximo da família”. “Irei confrontar com todos os meios possíveis a opinião do promotor Francisco Campos, do Ministério Público do Amazonas”.

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